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O Tango Canyengue e Orillero

El Tango Canyengue y Orillero"   The "Canyengue" and "Orillero" Tango Style   Ney Homero S. Rocha

Os termos canyengue e orillero são utilizados no linguajar da gíria portenha chamada "lunfardo", que possui milhares de  verbetes, tem dicionário específico e tem ainda uma Academia específica, a Academia Nacional de Lunfardo, sediada em Buenos Aires e presidida por José Gobello.

“Canyengue” significa o estilo de tango dança portenho, caracterizado pelos cortes e quebradas que conferem à dança uma identidade mais descontraída, sem a preocupação com a plástica sóbria e rígida da elegância “tanguera” exigida nos salões. 

Era o tango bailado nas “calles” (ruas), de Buenos Aires, mais precisamente nos arredores da cidade, fora do centro, nas periferias e subúrbios, daí o nome “orillero”, que significa “orillas” (arredores da cidade).

Com o desenvolvimento da dança tango de salão a partir de 1920, e a influência cada vez maior do balé no tango show, tornou-se a dança tango, cada vez mais rígida na postura elegante.  O estilo “canyengue” também galgou os salões muito influenciado pelos rigores exigidos na postura de dançar o tango e deu origem ao estilo “milonguero”, que em última análise é o estilo “canyengue” mais sofisticado, porém com as mesmas características originais de cortes e quebradas.

Com o desenvolvimento do estilo “milonguero” o tango “canyengue orillero”, praticamente desapareceu de uso, pois quase não é mais praticado, tendo sobrevivido no estilo "callejero", nas ruas de San Telmo em Buenos Aires, como tango "canyengue orillero y callejero", na fantasia e teatralidade do casal Pochy e Osvaldo Boó.

Quem conhece em Buenos Aires, a famosa feira de antiguidades do bairro de San Telmo, na Praça Dorrego, certamente já teve a oportunidade de ver ao vivo a exibição do Quinteto San Telmo, que é um grupo de músicos, seresteiros e dançarinos de tango “canyengue, orillero y callejero”, capitaneados pelo lindo romântico e simpático casal de tango “de las calles porteñas”, denominado Pochy e Osvaldo Boó.

Pochy e Osvaldo são os únicos dançarinos conhecidos desse estilo de tango “canyengue e orillero”, que já não se pratica mais. São eles a memória viva da cultura de um passado recente que “ya no vuelve más”. Fazem um casal muito bonito, vestidos a caráter com a indumentária da ocasião e, sobretudo são muito simpáticos e atraentes.

Freqüentemente, Pochy e Osvaldo, que são professores desse estilo de tango em Buenos Aires, são convidados a dar classes de tango na televisão, em vários Paises, tais como, Estados Unidos e Espanha e são sempre solicitados a gravar cenas de filmes e participar de reportagens de jornais e revistas de todo o mundo. Pochy e Osvaldo estiveram aqui no Rio de Janeiro, por 17 dias desde 21 de agosto de 2001, para mostrar a sua arte e para dar classes de tango “canyengue e orillero”. Veja as fotos da visita, de Pochy e Osvaldo, clicando nas folhas seguintes: Fls. 1/3; Fls. 2/3 e Fls. 3/3.

Os interessados em fazer classes de tango em grupo ou particulares, com Pochy e Osvaldo, poderão  agendar pessoalmente com eles, em Buenos Aires aos domingos, em San Telmo, ou pelos telefones: + 54 (11) 4635 2042; 4674 0506; 4786 3529 (tel./fax), ou pela Internet, no Portal de Tango no Brasil, Bardetango, e-mail: oliver@arnet.com.ar, ou se desejarem fazer aulas de tango no Rio de Janeiro, agendar através do site do Bar Temático de Tango, e-mails: bardetango@bardetango.com.br e neyhomero@globo.com e , ou pelos telefones: + 55 (21) 2439 7536 (tel/fax); cel. 8151- 8406.

Conheça mais sobre Pochy e Osvaldo, no livro: Tango Uma Paixão Poreteña no Brasil”,  que pode ser adquirido através dos endereços citados.


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 Página criada em 23/10/2001. Atualizada em 02/12/2006.

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